sábado, 12 de dezembro de 2009

O primeiro Supertoscano



     Tignanello
Este foi o primeiro vinho italiano com caracter internacional que tive a oportunidade de provar, por diversas vezes.
Feito a partir de Sangiovese 80%, Cabernet Sauvignon e um pouco de Cabernet Franc, envelhecido em barricas 225lt. de carvalho francês e sloveno, uma revolução na altura, considerado na altura um "fora da lei" o vinho não continha a casta branca Trebiano indespensável para o D.O.C. Chianti, apesar de criado no coração da região é "apenas" considerado vino da tavola ou seja vinho de mesa. Foi a partir do Tignanello, veio o Sassicaia, e os outros vinhos de mesa, Solaia, Ornelaia e tantos outros belissimos vinhos italianos, vinhos estes que aprecio particularmente.
A Sangiovese, a casta rainha da região de Chianti, trabalhada segunda as mais modernas técnicas na altura, fim dos anos 70 início dos anos 80 do século passado, Cabernet Sauvignon, importe directo de Bordéus, cultivada em solo da Toscana, da certamente um cunho internacional ao vinho e a passagem por barricas de carvalho, aquele estilo de vinho moderno que começava a despertar interesse nos melhores conhecedores  e enófilos italianos.
Segundo as minhas notas de prova, que revisitei recentemente, escrivi na altura, um vinho limpo com uma belissima cor carmin, e reflexos cor de tijolo na bordo do copo (Riedel, já em 1984 eram os meus copos preferidos) nariz muito sério com a Sangiovese a dar caracter e força e o Cabernet Sauvignon a jogar aqui como o sal e a pimenta. Muito bom volume de boca, onde se sente a barrica nova e a cuidada tecnologia.
Um vinhpo que me ficou na memoria por muito tempo, para mim uma novidade total em relação a vinhos italianos.
Espero em breve provar este vinho novamente, seria interessante comparar as notas de prova e é isso que vou tentar fazer.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Primeiro vinho biológico


Chateau Vignelaure Coteaux d´Aix-en-Provence

Chateau Vignelaure foi o meu primeiro contacto com os vinhos biológicos, já la vão 27 anos, mas foi de tal forma supreendente que ainda hoje o recordo com muita saudade.
A região de Aix en Provence, no Sul de França foi durante os meus anos de juventude o local de férias preferido. Recordo tambem os primeiros contactos com os vinhos rosés.
Este Chateau foi adquirido pelo enologo do Chateau La Lagune em Bordéus. Depois de muitos anos a produzir vinhos de alta qualidade na região de bordéus, adquiriu esta propriedade com 60 ha de vinha em regime de produção biológica(já no fim dos anos 70 em França se produzia vinhos biológicos e biodinamicos). Um Cabernet Sauvignon do Sul da França com caracter bordalês, fruta fresca, madeira impecavelmente integrada, robusto mas igualmente elegante e fino, uma obra de arte.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mouras de Arraiolos reserva Syrah 2007




Este reserva Syrah, com um preço razoavel, foi uma excelente aposta, bonita cor carmin, limpo, simples e bem feito, aroma a casta com bonitas nuances de flores selvagens, alguma pimenta e o tipico aroma da casta, muito longe do melhor syrah alentejano(Esporão) mas tambem numa qualidade e preço muito mais em conta, sem madeira mas excelente vinho para o dia a dia.
Abraços vinicos
José Baião

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Abelhas na vinha

Abelhas domésticas e abelhas selvagens com Hotel de 5 *****
Este tema e bastante controverso e só agora começam as experiências no terreno, mas há que esperar por resultados concretos.
Foram feitos estudos numa superfície de 5 000 metros quadrados de vinha em cultura biológica.
Foram utlizadas uvas com pele resistente(há uvas com a pele mais grossa e outras com pele mais sensivel).
Embora não possamos considerar uma grande experiência em termos de ha de vinha deu no entanto, para fazer observações muito animadoras a cerca do resultado.
As abelhas por si só não tem capacidade para romper a pele das uvas, por isso so atacam as uvas que foram atacadas por passaros ou por vespas. O bater das asas das abelhas faz com que larvas que atacam as folhas da videira parem e se mantenham imoveis, pois a vespa que é o predador natural destas larvas, e esta ea reação natural das larvas, ficar imóveis, não se alimentam e assim não crescem, uma ajuda natural no combate as pragas.
Foram tambem gravadas o bater das asas das abelhas e emitidas depois nessa parcela de experimentações, com muito bons resultados.
Foram tambem construidos locais proprios para casa de abelhas selvagens(veja Fotos)embora diferente das abelhas domesticas, produzem o mesmo efeicto nas ditas larvas.
Porque sou a favor de tratamentos naturais, com metodos naturais, e com respeito pela natureza, decidi escrever um pouquinho sobre o assunto.
Abraços vinicos
José Baião

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Vila Santa 2007



Herbst, Outono terceira estação do ano, para mim uma das estações mais bonitas, as cores das folhas, os bosques o cheiro a caça, cogumelos, musgo, fumo das lareiras, altura própria para beber grandes vinhos.
Porque os queijos estão curados, os presuntos estão no ponto ideal, aparecem as castanhas, caça, os primeiros cogumelos, noites mais frias para os tintos, quem tem, acende a lareira, e observa as chamas, juntando a cor de um bom vinho ................. sou nostálgico e romântico, só por isso adoro esta linda estação do ano.
Bom, depois desta fantasia, e porque o Vila Santa 2007, que aqui voltei a provar, um Blend de Aragonez, Touriga Nacional, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet com estágio em barricas de carvalho novo e estágio em garrafa, a subtileza enológica de João Portugal Ramos, um bom conhecedor destas castas, e de todo o Alentejo, espero uma agradável surpresa.
Já depois da prova, a confirmação, um clássico moderno, bem feito, com bonita cor carmim escuro com reflexos violetas, límpido, brilhante, deixa grossas lágrimas no copo, devido ao alto teor alcoólico(14º vol. alc.) no nariz sobressaem os aromas a rebuçados de myrtilhos e amoras selvagens, madeira muito bem integrada, finíssima e de óptima qualidade.
Depois de 1/2 hora no copo, Aragonêz no seu melhor, a Touriga a mostrar o seu lado de Lolita, mais floral que carnal, algum Alicante Bouschet, ligeiro aroma de agua de azeitonas, boa madeira e muita fruta madura.
Gostei de revisitar este clássico que para mim foi dos melhores alentejanos que provei, logo que saio no mercado.
Não esquecendo os belíssimos vinhos que fazem pelo meu Alentejo fora, continuo a dizer que os pioneiros são mestres(João Portugal Ramos, Luís Duarte, Rui Reguinga, António Saramago e João Melícias) os homens que melhor conhecem o Alentejo e dele tiram o melhor proveito na arte de bem vinificar por terras alentejanas.
Sim, também temos, o Oscar Gato, Pedro Baptista, David Baverstock e tantos outros com influencia decisiva na produção de bons vinhos alentejanos. Espero que o J.P.Ramos não parta para o Douro e esqueça o Alentejo, mas quem poderia abandonar as belas instalações em Estremoz?
Caros amigos no próximo fim de semana temos a Festa do Vinho e da Vinha em Borba, espero não faltar.
Abraços vinícos
José Baião

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cabeça de Toiro reserva 2005


Todos conhecemos as Caves Velhas, pertença agora da enorme Enoport, eu pessoalmente desconhecia esta reserva, foi das que comprei pela originalidade do rotulo, vencedor de prémio, na Essência do vinho, Porto.

Mas vamos ao vinho

Cabeça de Toiro, Ribatejo D.O.C, Reserva de 2005

Base nas castas portuguesas Touriga Nacional e Castelão, estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês Allier, certamente não madeira nova embora pouco evidente mas bem integrada com as nuances florais da Touriga, sempre disse que a Touriga precisa de bom carvalho francês, tosta media e grão fino, alguma complexidade aromática, ameixa e figo seco, alguma tosta, café e barro molhado.

Provei, gostei, voltei a provar, voltei a gostar, provei e não me disse muito mais nada, bom bem feito, mas neste segmento de preço, fico-me por Tejo mas Alentejo, mais sumo, mais macios enfim, talvez mais fáceis, mas exelentes para a cozinha alentejana que tanto aprecio.

Meus amigos com 6 € fazem a festa.

Bons copos

José Baião

Morgado do Reguengo Grande Escolha 2005


O F.O. falou-me muito bem da Herdade dos Muachos, descobri, meio escondido nas prateleiras do Continente, este vinho produzido nessa mesma Herdade e resolvi experimentar.
Embora eu não considere a região de Urra como a melhor no Alentejo para produzir bom vinho, fiquei impressionado, não é um vinho super concentrado, talvez algo ligeiro(positivo) mas e no nariz que ele nos diz como está, no ponto para ser bebido, digo eu. Pelo preço pago numa superficie comercial, acho caro, e certamente não ficará melhor, beba tudo o que tiver em cave, com calma que o vinho é Alentejano.
Da proxima vou falar de uma outra reserva de 2005, até lá
Abraços vinicos
José Baião