sábado, 28 de fevereiro de 2009

Dona Maria 2005 Julio Bastos Estremoz

Dona Maria
Vinho Regional Alentejano 2005

A quinta D. Maria, mais conhecida como Quinta do Carmo(a marca foi vendida ao Joe Berardo)
Não podendo utilizar o nome antigo, Júlio Bastos decidiu, utilizar o primeirissimo nome da Quinta. Duação feita por D. João v , a uma cortesã, que da agora o nome a este vinho.
Vinho robusto e complexo, apesar dos anos, mantém uma cor granada profunda com leves tons alaranjados no bordo do copo.
Nariz elegante, liberta aromas profundos a frutos do bosque, cassis, morango selvagem, madeira muito bem integrada, quase não se nota.
As castas Aragonez, Alicante Bouschet, Syrah e Cabernet Sauvignon, não tiram um certo caracter alentejano, elegante com bom final de boca.
Um bom vinho que bebi com agrado, migas de espargos com entrecosto grelhado acompanhou na perfeição.
Abraços
J.B.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Terra Plana 2006



Pelo que me apercebi já lhe tomaram o gosto, e hoje já dizem que é bom, qual reserva da Aldeia da Luz? Meus amigos, este é mais vinho, para mim, ideal para o dia a dia.
Uma côr bastante carregada, alguma frofundidade aromatica, depois de algumas horas a respirar(meia garrafa) mais morno, macio e tranquilo, ligeira madeira mas tudo no sitio, diria mesmo que pode evoluir em garrafa, todos sabemos que não é vinho de guarda, mas é para mim a melhor relação qualidade preço que já bebi em 2009.
Excelente preço para esta qualidade.
Abraços
J.B.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Adegaborba.pt reserva 2005



Tenho a minha frente um dos bons alentejanos a um preço imbatível, uma cor bastante acentuada, nariz com algum floral dos 75% de Trincadeira, 15% de Cabernet Sauvignon a dar um toque internacional, madeira de qualidade, taninos firmes mas maduros e alguma subtileza aromática que lhe da elegância e carácter, vinho que pode melhorar em garrafa embora se possa beber desde já. Já tinha bebido o 2004 e este vai na mesma linha, clara directa, e a um muito bom preço.

Abra a garrafa com alguma antecedência e se poder decante para que se liberte um pouco.

Abraços vínicos

José Baião

sábado, 6 de dezembro de 2008

Festa do Vinho e da Vinha Borba 2008

Alfornelos, 17 horas partida rumo a Borba, José, Armando, primo do Armando e amigo do primo, sinceramente já esqueci o nome destes artistas que nem uma açorda de alho conhecem, quanto mais vinhos dignos desse nome. Não fazem parte do Mundo Baco, nem do Lousa Clube Gourmet. São excelente companhia, mas não tinham o menor interesse nos néctares alentejanos, compreendo, isto é culpa do A.P. ele não queria ficar por Borba (a amiga fazia anos, e queria festa) por isso levou o primo, assim tinha uma desculpa para voltar para Lisboa.
Em Vendas Novas percebi que não tinhamos Gourmet's, paragem obrigatória na casa das bifanas e principalmente das boas sopas(Chaminé), todos comemos bifanas, o primo pedio uma tosta mista em plena Vendas Novas terra da boa bifana? Pois, mas lá continuamos até Borba, onde tentamos contactar o Francisco Gonçalves, estava ainda em Vila Viçosa, lá chegou com a Ana pouco tempo depois.

No passado mês de Novembro visitamos a vila de Borba e degustamos alguns dos melhores vinhos alentejanos presentes no certame.
Poucos representantes presentes na Festa. Será que está a faltar o interesse?
Mas vamos aos que lá estavam.


Zambujeiro, 2º- Garrafeira do Comendador, 3º- Visconde Borba, 4º- Adegaborba.pt reserva 2004.

Visconde de Borba Reserva Tinto 2004

Em 130 hectares de vinha, entre Estremoz e Borba, Marcolino Sebo produz alguns dos melhores vinhos alentejanos. Como este Visconde de Borba, feito a partir das castas Aragonez, Castelão e Alicante Bouchet, segundo o método tradicional de pisa em lagar, com temperatura de fermentação controlada. Foi para mim a maior surpresa da festa, belo vinho, aromas profundos de fruta madura, algum vegetal mas muita elegância, madeira de muita boa qualidade, sumarento e com um final longo e macio. Belo vinho a um preço muito sensato. 11 €

Adega Mayor reserva 2004 é também um vinho muito bem feito, com o cunho de Paulo Laureano, boa madeira e mais Trincadeira, gostei da frescura e ate alguma elegância neste alentejano de Campomaior.

Monte do Zambujeiro 2004 muito bom mesmo, madeira de primeira qualidade, como nos foi esclarecido pelo enólogo residente, Sr. Lourenço. A Touriga Nacional, ainda jovem mas já muito expressiva nas notas florais que da ao conjunto.
J.B.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sabores da Estrela




A jóia da margem esquerda


O Restaurante Sabores da Estrela na nossa conhecida aldeia da Estrela e sem sombra de dúvidas uma agradável surpresa na margem esquerda do Guadiana.

Já foi a algum tempo que visitei, com o FG , o Sabores da Estrela, como sempre com mesas bem preenchidas e uns alemães bons bebedores.

Mais uma vez na companhia da proprietária, D. Bia, que nos segredou novas ideias, esperamos que resultem como a nossa visita.
Os torresmos caseiros, assim como o azeite com ervas aromáticas, estavam uma delícia, a carne servida estava no ponto pedido, respeitando assim o gosto do cliente, o molho de pimenta branca pode ser aperfeiçoado, pouco marcante para um molho assim designado. A acompanhar um vinho da margem esquerda Herdade dos Machados de 2004, boa cor, aroma pouco expressivo mas típico da região de Moura, sempre um vinho correcto mas pouco dialogante, mais tradicional que moderno, embora muito bem feito.

Quanto a crítica construtiva, sei que estamos numa fase de transição para a ementa de Inverno mas notei algumas pequenas falhas.

Os vinhos, no calor ou no frio que a partir de agora se faz sentir merecem algum cuidado, certo que o ar condicionado funciona e bem, mas uma temperatura constante é essencial para a sua boa conservação.

Alertei a D. Bia, que consciente do problema, prometeu resolver a situação.

Bons copos, bonita decoração, merecem mais atenção os pormenores, como a temperatura de serviço dos óptimos néctares que ali se servem.

Como sempre espero que façam uma visita ao "Sabores da Estrela" e provem a boa comida que ali se serve.

J.B.


Proibido
Um dia ainda arranjam maneira de nos proibir de passear no Alentejo.
Depois de 34 anos de democracia neste pequeno país a beira-mar plantado, as proibições são mais que muitas, isto não pode dar certo, a maneira como a nossa jovem democracia se desenvolve deixa-me preocupado, triste e incrédulo.
Somos um povo de brandos costumes, que se sujeita a tudo, ensinaram-nos a dizer que sim, quero dizer antes do 25 de Abril, obrigaram-nos a dizer que sim a tudo, a aceitar sem perguntar porquê.
Se desde sempre na Margem esquerda foi possível procurar os produtos de ninguém, aqueles que a natureza nos oferece, porquê todas estas proibições?
Deveríamos sim controlar quem abusa e quem faz negócio com estes produtos, todos sabemos quem são os campeões das cilarcas, mas não denunciamos e deixamos que por culpa de uns, outros estejam obrigados a respeitar estas tabuletas com artigos que ninguém conhece e que pouco significado têm para quem vai apanhar umas cilarcas para o jantar, ou para conviver com amigos na taberna.
Gostaria aqui de deixar um apelo a quem lê estas linhas.
Denunciem quem faz negócio, obriguem esses senhores a respeitar a natureza, a respeitar as outras pessoas, a flora e a fauna da região.
Sei que somos um povo mesquinho e invejoso, muito invejoso mesmo, mas não podemos ser egoístas ao ponto de destruir tudo o que a natureza nos oferece.
Quando falo aos meus filhos da minha infância na margem esquerda, falo de como era linda a paisagem, como era bonito o rio Guadiana, como era interessante o Castelo da Lousa, fico triste de não poder mostrar.
Infelizmente muito da paisagem ficou destruída, para que alguns enriquecessem com o Alqueva, mas os olhos ficaram mais pobres e hoje temos muita água, mas para quê?
Quem se lembra de uma ponte romana, pequena mas estava lá, em frente ao Penedo do Ventoso nas margens do Guadiana?
Hoje temos tabuletas, proibido isto, proibido aquilo, proibido o outro.
Nunca as proibições deram resultados positivos. O fruto proibido é o mais desejado.
Se já só funcionamos com proibições, se temos medo de denunciar quem não cumpre as regras de respeito pela natureza, então que raio de povo é este? Respeitar a natureza, para que as próximas gerações se possam orgulhar do legado que lhes deixamos, deveria ser um objectivo de todos.
Nós preferimos dar as culpas ao governo e aos políticos, mas eles nunca viram o Guadiana como eu vi, não vão fazer nada, nós sim podemos respeitar, preservar e educar.
Tenho muitas saudades do rio Guadiana como ele era.
J.B.


Pedir um vinho diferente do habitual, causa alguma estranheza a maioria dos empregados de mesa portugueses

Um Restaurante com 500 000 garrafas ( meio milhão ) La tour D'Argent em Paris, tem em cave 500 mil garrafas maioritariamente franceses, bons Borgonhas e muitos bons Bordéus(Chateau Petrus 1945, 10'000 €) torna a escolha difícil e os empregados têm uma tarefa nada fácil. Estes vinhos são guardados em 2 caves subterrâneas com temperaturas entre os 10 e os 12ºC e uma humidade de 75%, devidamente aconchegados estes nectáres são tratados com todos os preceitos.
Sei que nem todos tem a clientela do Tour D'Argent, mas alguma variedade nas cartas de vinho dos nossos restaurantes, onde o cliente mais exentrico não e olhado como se fosse do outro Mundo.
Em Portugal já temos um leque de vinhos e marcas que vale a pena divulgar, e chegar ao cliente pela via da restauração e um caminho seguro e que fideliza os clientes.
Gostaria de ver em Portugal, principalmente no meu Alentejo, Restaurantes com cartas de vinhos, ordenadas e tratadas com o devido respeito.
Isto de pedir 3 x o preço normal da garrafa, não servir o vinho em copos adequados, e nem se dar ao luxo de ter uma carta onde constem preços e ano de colheita dos mesmos e muito pouco profissional.
Alentejo vamos olhar o futuro, os clientes estão cada vez mais informados e não pagam certos preços só porque o Restaurante é conhecido.
Sei que tenho um espírito crítico e que sou exigente com a nossa restauração, sei também que há muito a fazer e que como em tudo as pessoas parecem viver no outro Mundo, onde o cliente vem porque conhece o dono ou alguém da família do dono. Não, os tempos mudaram e quem paga, e em Portugal paga-se demasiado pelo vinho, nos restaurantes, quer um serviço adequado aos preços praticados e deveria pedir copos próprios para o vinho que paga.
Espero que a minha critica construtiva possa trazer alguns resultados práticos, mas não acredito.
Tradução da foto da direita" Caos e pó não amedrontam os verdadeiros conhecedores.
O multi-milionário americano, Pierpont Morgan, levou da cave das raridades do famoso Restaurante La Tour d'Argent, uma garrafa muito rara de Cognac Fine Napoleon, mas deixou um cheque em branco, para pagar. Foi imediatamente devolvido. Agora ninguem mais se serve nas caves deste Restaurante.
O Sommelier David Ridgway, vigia e cuida atentamente sobre vinhos como, Citran 1858, Siran 1865, Gruaud-Larose 1870, Yquem 1871, .......................... e mais 500'000 garrafas.

Abraços vínicos
José Baião