sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Vila Santa 2007



Herbst, Outono terceira estação do ano, para mim uma das estações mais bonitas, as cores das folhas, os bosques o cheiro a caça, cogumelos, musgo, fumo das lareiras, altura própria para beber grandes vinhos.
Porque os queijos estão curados, os presuntos estão no ponto ideal, aparecem as castanhas, caça, os primeiros cogumelos, noites mais frias para os tintos, quem tem, acende a lareira, e observa as chamas, juntando a cor de um bom vinho ................. sou nostálgico e romântico, só por isso adoro esta linda estação do ano.
Bom, depois desta fantasia, e porque o Vila Santa 2007, que aqui voltei a provar, um Blend de Aragonez, Touriga Nacional, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet com estágio em barricas de carvalho novo e estágio em garrafa, a subtileza enológica de João Portugal Ramos, um bom conhecedor destas castas, e de todo o Alentejo, espero uma agradável surpresa.
Já depois da prova, a confirmação, um clássico moderno, bem feito, com bonita cor carmim escuro com reflexos violetas, límpido, brilhante, deixa grossas lágrimas no copo, devido ao alto teor alcoólico(14º vol. alc.) no nariz sobressaem os aromas a rebuçados de myrtilhos e amoras selvagens, madeira muito bem integrada, finíssima e de óptima qualidade.
Depois de 1/2 hora no copo, Aragonêz no seu melhor, a Touriga a mostrar o seu lado de Lolita, mais floral que carnal, algum Alicante Bouschet, ligeiro aroma de agua de azeitonas, boa madeira e muita fruta madura.
Gostei de revisitar este clássico que para mim foi dos melhores alentejanos que provei, logo que saio no mercado.
Não esquecendo os belíssimos vinhos que fazem pelo meu Alentejo fora, continuo a dizer que os pioneiros são mestres(João Portugal Ramos, Luís Duarte, Rui Reguinga, António Saramago e João Melícias) os homens que melhor conhecem o Alentejo e dele tiram o melhor proveito na arte de bem vinificar por terras alentejanas.
Sim, também temos, o Oscar Gato, Pedro Baptista, David Baverstock e tantos outros com influencia decisiva na produção de bons vinhos alentejanos. Espero que o J.P.Ramos não parta para o Douro e esqueça o Alentejo, mas quem poderia abandonar as belas instalações em Estremoz?
Caros amigos no próximo fim de semana temos a Festa do Vinho e da Vinha em Borba, espero não faltar.
Abraços vinícos
José Baião

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cabeça de Toiro reserva 2005


Todos conhecemos as Caves Velhas, pertença agora da enorme Enoport, eu pessoalmente desconhecia esta reserva, foi das que comprei pela originalidade do rotulo, vencedor de prémio, na Essência do vinho, Porto.

Mas vamos ao vinho

Cabeça de Toiro, Ribatejo D.O.C, Reserva de 2005

Base nas castas portuguesas Touriga Nacional e Castelão, estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês Allier, certamente não madeira nova embora pouco evidente mas bem integrada com as nuances florais da Touriga, sempre disse que a Touriga precisa de bom carvalho francês, tosta media e grão fino, alguma complexidade aromática, ameixa e figo seco, alguma tosta, café e barro molhado.

Provei, gostei, voltei a provar, voltei a gostar, provei e não me disse muito mais nada, bom bem feito, mas neste segmento de preço, fico-me por Tejo mas Alentejo, mais sumo, mais macios enfim, talvez mais fáceis, mas exelentes para a cozinha alentejana que tanto aprecio.

Meus amigos com 6 € fazem a festa.

Bons copos

José Baião

Morgado do Reguengo Grande Escolha 2005


O F.O. falou-me muito bem da Herdade dos Muachos, descobri, meio escondido nas prateleiras do Continente, este vinho produzido nessa mesma Herdade e resolvi experimentar.
Embora eu não considere a região de Urra como a melhor no Alentejo para produzir bom vinho, fiquei impressionado, não é um vinho super concentrado, talvez algo ligeiro(positivo) mas e no nariz que ele nos diz como está, no ponto para ser bebido, digo eu. Pelo preço pago numa superficie comercial, acho caro, e certamente não ficará melhor, beba tudo o que tiver em cave, com calma que o vinho é Alentejano.
Da proxima vou falar de uma outra reserva de 2005, até lá
Abraços vinicos
José Baião

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Esporão 2007, 1º Prémio da Confraria

Esporão 2007, 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo.

Sei que esta no mercado, só não sei onde comprar, pelas informações que me chegaram temos aqui mais um grande vinho do Esporão.
Espero provar um dia, mas 39 € é muita fruta.
Espero a vossa ajuda para encontrar esta bomba de 15 % alc.vol.
Abraços
José Baião

Cabriz reserva 2005


Cabriz 2005, Dão reserva 2005
Um belo tinto do Dão, a Global Wines, antiga Dão Sul, é para mim uma das melhores empresas a produzir em Portugal, já aqui falei da Herdade do Monte da Cal, em São Saturnino, Monforte, falarei em breve da Quinta do Encontro na Bairrada.
Belo tinto bonita cor granada, reflexos cor de tijolo, no nariz sente-se a Touriga, bergamota e algum floral, madeira de muito boa qualidade, na boca sentem-se ainda os taninos firmes mas arredondados pela madeira, uma acidez muito presente diz-me que pode descansar mais 5 anos, e teremos um belíssimo Dão, maduro e elegante, vou guardar 2 garrafas, pena a minha garrafeira não me dar garantias de sucesso.
Para todos os que só bebem Alentejo, aqui esta algo diferente, embora me pareça algo pesado e alcoólico para um vinho do Dão.
Abraços vinícos
José Baião

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Uma agradável surpresa


HERDADE DAS FONTES 2004
Finalmente, depois de longa ausência, consegui descobrir algo de muito interessante.
Eu gosto dos vinhos de António Saramago.
Sabe e conhece o Alentejo como poucos e aprendeu, numa casa de referência, a José Maria da Fonseca, em Azeitão.
Têm diversos projectos no Alentejo, entre os mais importantes destaca-se a Herdade de Coelheiros, um projecto com muito de Saramago.
Em Beja colabora com a Herdade Monte Novo e Figueirinha, em Brissos.
Pois eu já tinha provado este Herdade das Fontes, Regional Alentejano, 2004
Na altura, não fiquei impressionado, mas gostei, muito alentejano, boa cor e aroma a frutos selvagens, tudo arrumado.
Por acaso, encontrei, por um preço impossivel, uma caixa de Herdade das Fontes 2004, e qual não foi o meu espanto quando abri a primeira garrafa, belo vinho, um vinho com 5 anos, evoluido sim, mas com muita saude, a cor é ainda carregada, mas já com laivos acastanhada na borda do copo, limpo.
No nariz a surpresa maior, belo aroma de frutos silvestres, algum aroma de cavalariça, lagar e especiarias, não identifiquei madeira, tambem não creio, numa produção de 339 000 mil garrafas.
Depois de meia hora a Trincadeira começa a dar sinais de vida, floral e vegetal, o Castelão tambem se manifesta e alguma elegancia que ligo ao Aragonêz.
Meus amigos, se por acaso desejam provar este vinho, organizem um jantar, eu levo o vinho.
Por agora nada mais a acrescentar.
Para breve novidades.
abraço vínicos
José Baião

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Dona Maria 2005 Julio Bastos Estremoz

Dona Maria
Vinho Regional Alentejano 2005

A quinta D. Maria, mais conhecida como Quinta do Carmo(a marca foi vendida ao Joe Berardo)
Não podendo utilizar o nome antigo, Júlio Bastos decidiu, utilizar o primeirissimo nome da Quinta. Duação feita por D. João v , a uma cortesã, que da agora o nome a este vinho.
Vinho robusto e complexo, apesar dos anos, mantém uma cor granada profunda com leves tons alaranjados no bordo do copo.
Nariz elegante, liberta aromas profundos a frutos do bosque, cassis, morango selvagem, madeira muito bem integrada, quase não se nota.
As castas Aragonez, Alicante Bouschet, Syrah e Cabernet Sauvignon, não tiram um certo caracter alentejano, elegante com bom final de boca.
Um bom vinho que bebi com agrado, migas de espargos com entrecosto grelhado acompanhou na perfeição.
Abraços
J.B.