segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Perescuma reserva 2007

Bebi, e gostei, mas tinha na memória mais vinho, mais profundidade. Será que esta a passar uma fase menos boa? Não sei embora um muito bom vinho, não me impressionou como da primeira vez que o bebi, em Setembro 2010 estava exuberante com uma acidez notável e um longo final.
Creio que o segredo esta na temperatura correcta de serviço desta vez estava ligeiramente frio e a propria sala não estava nos desejados 20-22 ºC .

domingo, 23 de maio de 2010

Adega de Pegões, Colheita Selecionada 2009

Meus amigos mais uma vez tenho que admitir, este branco é a melhor relação qualidade preço do nosso mercado.
Não foi só o triunfo de Mourinho que deu alegria, para acompanhar o jogo decidi homenagear o nosso melhor treinador, abri então um velho conhecido da Peninsula de Setúbal.
Vindo de uma Adega Cooperativa, onde Jaime Quendera consegue convencer os mais desconfiados com vinhos brancos de Cooperativas.
Aqui as uvas são selecionadas, e devidamente processadas, nota-se algum fumado da madeira, fez lembrar os primeiros vinhos Catarina que provei no fim da decada de 80 do secúlo passado. Embora castas diferentes é a casta Chardonnay comum as dois vinhos que traz essas recordações.
Fruto de boa qualidade, fumados, brioche, algum aroma tropical, robusto mas notei alguma elegância.
Na boca e saboroso e destinto, é o Meursault dos pobres mas para mim o ideal.
Por pouco mais de 3 € um achado que me vai acompanhar este Verão.
Terá a companhia do reserva branco 2009 da Adega Cooperativa de Reguengos de Monsaraz, outro bom vinho que falarei na proxima opurtunidade.
Abraços vínicos
José Baião

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Dona Ermelinda reserva tinto de 2007


Dona Ermelinda
reserva tinto 2007
A Casa Ermelinda Freitas em Fernão Pó, com a ajuda do mestre Jaime Quendera, traz ao mercado diversos vinhos de muito boa qualidade.
O reserva de 2004 já me tinha deixado boas recordações, este 2007 vem na mesma linha, concentrado, cor muito carregada, aqui não é  só Castelão, Touriga Nacional, a moderna Trincadeira e um toque de Cabernet Sauvignon, sim Cabernet Sauvignon é por estas paragens, com influência da Serra da Arrábida que nasce um dos melhores Cabernet, feitos em solo nacional, e tambem de um exelente Merlot, estou a falar da Quinta da Bacalhôa e do Má Partilha, ambos propriedade do Comendador Berardo, atravéz da Bacalhõa Vinhos.
Mas vamos ao reserva da Ermelinda Freitas, carregado na cor, aroma a amoras e morangos selvagens, algum eucalipto, fumo e nuances de chocolate, acidez razoável,fim de boca algo curto, um bom Palmela, atendendo as origens e ao trabalho do Enólogo Jaime Quendera, não era de esperar menos que um bom vinho para o preço no supermercado, diria mesmo muito bom.
Agora no Pingo Doce a 6.48 €, diria que merece uns 16 pontintos numa escala de 0-20, por este preço, é mesmo uma boa compra.
Saudações vínicas
José Baião

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Grande Escolha 2004

Especial para o Xico Gonçalves

Vinhos D. Joana, Quinta da Esperança,
Encostas de Estremoz,
Grande Escolha 2004

Finalmente de volta, vamos lá a mais um alentejano da região de Estremoz, penso mesmo que a sub-região alentejana de Borba, deveria mesmo chamar-se sub-região de Estremoz.
Sim porque dado ao numero de produtores de primeira linha do Alentejo.
Só para recordar, Quinta do Carmo, Quinta do Mouro, Quinta de D. Maria, João Portugal Ramos e um que não se fala tanto, mas que nos traz ao mercado vinhos muito sérios, bons e de exelente relação qualidade/preço.
Descobri este Grande Escolha de 2004 na feira do Pingo Doce a um preço bastante razoável 9.98 €, se podemos achar razoável um garrafa de vinho por 2 contos?!
Uma cor bastante carregada, laivos carmin no bordo do copo, limpo e concentrado.
De início austero e distraido, abre depois no copo, com nuances de charutos, musgo, e madeira de qualidade, algum floral, cavalariça mas sem grande intensidade.
Na boca, taninos solidos mas redondos, envolvente saboroso a bagas silvestres, ameixa e ginga, um toque de canela e terra huimida, acidez a acompanhar e a equilibrar os 14,5% de alcool.
Conhecia alguns vinhos deste produtor, espero provar brevemente o reserva de 2007, mas para mim, este é o melhor vinho da empresa Vinhos D. Joana da Quinta da Esperança em Estremoz.
Gonçalves este e claramente um vinho ao teu gosto, talvez o preço elevado seja o contra,
Se gostarias de provar um 2004 de boa estirpe, compra e acompanha com carne de porco preto grelhada na brasa, como tambem sabes fazer.
Boas provas
José Baião

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Alvaro Palácios
Les Terrasses, Priorat tinto
O melhor Priorat que alguma vez tive o prazer de provar.
Bonita cor carmin acentuada com reflexos alaranjados no bordo do copo.
Nariz profundo e rico a frutos selvagens, bagas silvestres, alcatrão e ate algum mentol, madeira de primeira qualidade muito bem integrada a dar brilho ao vinho.
Um vinho biológico com muito caracter e personalidade do melhor que se faz por aí.
Gostoso e apelativo.
Muito bom

sábado, 12 de dezembro de 2009

O primeiro Supertoscano



     Tignanello
Este foi o primeiro vinho italiano com caracter internacional que tive a oportunidade de provar, por diversas vezes.
Feito a partir de Sangiovese 80%, Cabernet Sauvignon e um pouco de Cabernet Franc, envelhecido em barricas 225lt. de carvalho francês e sloveno, uma revolução na altura, considerado na altura um "fora da lei" o vinho não continha a casta branca Trebiano indespensável para o D.O.C. Chianti, apesar de criado no coração da região é "apenas" considerado vino da tavola ou seja vinho de mesa. Foi a partir do Tignanello, veio o Sassicaia, e os outros vinhos de mesa, Solaia, Ornelaia e tantos outros belissimos vinhos italianos, vinhos estes que aprecio particularmente.
A Sangiovese, a casta rainha da região de Chianti, trabalhada segunda as mais modernas técnicas na altura, fim dos anos 70 início dos anos 80 do século passado, Cabernet Sauvignon, importe directo de Bordéus, cultivada em solo da Toscana, da certamente um cunho internacional ao vinho e a passagem por barricas de carvalho, aquele estilo de vinho moderno que começava a despertar interesse nos melhores conhecedores  e enófilos italianos.
Segundo as minhas notas de prova, que revisitei recentemente, escrivi na altura, um vinho limpo com uma belissima cor carmin, e reflexos cor de tijolo na bordo do copo (Riedel, já em 1984 eram os meus copos preferidos) nariz muito sério com a Sangiovese a dar caracter e força e o Cabernet Sauvignon a jogar aqui como o sal e a pimenta. Muito bom volume de boca, onde se sente a barrica nova e a cuidada tecnologia.
Um vinhpo que me ficou na memoria por muito tempo, para mim uma novidade total em relação a vinhos italianos.
Espero em breve provar este vinho novamente, seria interessante comparar as notas de prova e é isso que vou tentar fazer.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Primeiro vinho biológico


Chateau Vignelaure Coteaux d´Aix-en-Provence

Chateau Vignelaure foi o meu primeiro contacto com os vinhos biológicos, já la vão 27 anos, mas foi de tal forma supreendente que ainda hoje o recordo com muita saudade.
A região de Aix en Provence, no Sul de França foi durante os meus anos de juventude o local de férias preferido. Recordo tambem os primeiros contactos com os vinhos rosés.
Este Chateau foi adquirido pelo enologo do Chateau La Lagune em Bordéus. Depois de muitos anos a produzir vinhos de alta qualidade na região de bordéus, adquiriu esta propriedade com 60 ha de vinha em regime de produção biológica(já no fim dos anos 70 em França se produzia vinhos biológicos e biodinamicos). Um Cabernet Sauvignon do Sul da França com caracter bordalês, fruta fresca, madeira impecavelmente integrada, robusto mas igualmente elegante e fino, uma obra de arte.